Buritis - Caso “Bode” Polícia Civil desvenda assassinato prendendo três pessoas acusadas do crime

Gilvan Silvestre da Silva, “Cowboy”, Wanderléia Gomes da Silva, “Wanda” e Anderson Jesus Silva, “Canelinha”, foram presos em flagrante no final desta semana em Buritis, por policiais civis da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Buritis/Unisp acusados de terem participado da morte de Valdir de Oliveira Ramos, vulgo “Bode”, 31, encontrado morto em 25 de agosto de 2009, por volta das 7h30 com marcas de lesões na cabeça e uma orelha decepada.

De acordo com a Polícia e sabendo que a Polícia já sabia de sua participação e estava prestes a prendê-lo, Adenir Martins de Oliveira, vulgo “Pisquila” se apresentou na delegacia. Todos foram autuados e flagranteados pela prática do crime de homicídio qualificado (art. 121, § 2º, I e IV, do CP).
Os policiais da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Buritis/UNISP informaram que a motivação do crime teria sido em razão do consumo de substâncias entorpecentes. “As investigações iniciaram-se tão logo fora noticiado a localização do corpo, e após ininterruptas e incessantes diligências por parte dos Agentes de Polícia do SEVIC, logrou-se êxito em se determinar a AUTORIA deste HOMICÍDIO, assim como a sua motivação”. Foram coordenadores da operação os delegados Núbio Lopes de Oliveira e Júlio José da Paixão Neto – UNISP/Buritis.

Operação Medelin
O objetivo desta operação foi de investigar e reprimir o tráfico de substância entorpecente no município de Buritis e região. Durante o trabalho por Agentes de Polícia do SEVIC da 1ª Delegacia de Polícia Civil/UNISP em Buritis, foi apreendido aproximadamente 110g de substancia entorpecente com Amarildo Francisco Parralego que foi preso em flagrante.

Os policiais nas investigações descobriram que em um imóvel localizado no perímetro urbano do município estava sendo utilizado como “ponto” de comercialização e distribuição de substâncias entorpecentes. De posse dessas informações solicitaram e foram atendidos pelo Judiciário com o Mandado de Busca e Apreensão.
No cumprimento encontraram as 110g de substância entorpecente, bem como objetos destinados à pesagem e “endolamento” autuando-se, por conseguinte, em flagrante delito Amarildo Francisco Parralego, pela prática do crime de tráfico de entorpecente (art. 33 da Lei 11.343/06).

De acordo com a Polícia Civil esta foi a 13ª “Boca de Furmo” desmantelada no município de Buritis em seis meses. Foram coordenadores da operação os delegados Núbio Lopes de Oliveira e Júlio José da Paixão Neto, UNISP/BURITIS.

Funcionários de fazenda são vítimas de tocaia, um é morto, e outro baleado

BURITIS (RO) - Na tarde do último sábado (22), na fazenda primavera, que fica na linha C-34, distante 30 km da cidade de Buritis, três trabalhadores realizavam o aceiro de uma cerca, quando foram surpreendidos por cinco elementos encapuzados e fortemente armados que disparam contra os mesmos, matando um e baleando outro, já o terceiro que dirigia um trator conseguiu escapar dos disparos.

A Polícia foi acionada e compareceu no local com uma ambulância e prestou socorro ao ferido, policiais civis e militares fizeram buscas na região e não conseguiram prender os criminosos.

Retaliação; segundo testemunhas, o ataque pode estar ligado a um grupo que se infiltrou no meio de sem terras, que recentemente invadiram a fazenda e foram retirados da propriedade pela justiça com mandado de reintegração de posse.

Os proprietários da Fazenda Sr.ª Neuza Zavaglia e Dilson Caldato, afirmam que estão sofrendo represálias e ameaças, e denunciam as ações do grupo que estão acampados em um sítio vizinho, e ameaçam invadir novamente a fazenda.

Segundo Dilson, não é a primeira vez que sua fazenda é alvo de atentado, as terras são utilizadas na criação de gado e existe um plano de manejo florestal autorizado pelo IBAMA e SEDAM, a poucos dias, funcionários que trabalham na exploração do manejo, tiveram os seus dormitórios e equipamentos queimados e receberam ameaças de que se continuarem entrando na propriedade terão seus maquinários incendiados.

Cassol libera o Fitha em Alto Paraíso e participa da 1ª edição da exposição em Buritis

Neste domingo (16), o governador Ivo Cassol cumpriu agenda nos municípios de Alto Paraíso, onde assinou convênios e Buritis, onde prestigiou a 1ª edição da Exposição Agropecuária de Buritis (Expobur) e aproveitou para assinar o convênio com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

“Todas as APAE’s recebem recursos do Governo do Estado, através de convênios que ajudam na manutenção das entidades e no custeio das despesas. E também em Buritis o trabalho da APAE tem sido realizado de maneira responsável e merece o nosso apoio e o nosso reconhecimento”, disse Cassol.

O governador foi convidado pelo cantor Daniel para uma rápida intervenção em seu show e recebeu do artista o seu chapéu, como retribuição pelo carinho do povo de Rondônia ao seu trabalho. Daniel se apresentou nas exposições de Ouro Preto, Cacoal e Buritis e demonstrou muito carinho ao Estado de Rondônia. “Sou do interior de São Paulo e me identifico muito com esse estilo de vida no campo. E Rondônia tem essa força no setor produtivo e por isso que as feiras agropecuárias são um sucesso”, disse.
Fitha em Alto Paraíso – Na tarde do domingo, Cassol assinou a liberação de R$ 315.921,57 do Fitha para Alto Paraíso. Ele foi ao município para assinar o convênio e participaria de uma partida amistosa de futebol, na abertura do Ruralzão 2009 que reúne 32 equipes amadoras locais. Ivo Cassol fez uma surpresa aos moradores de Alto Paraíso: desembarcou com o cantor Daniel para disputar a partida e uma multidão acabou cercando o músico e o jogo exibição foi cancelado.

Criado em 2004, pelo Governo do Estado, para a construção, pavimentação, restauração e manutenção de rodovias estaduais e municipais, bem como implantação de conjuntos habitacionais e programas sociais de habitação, o Fundo de Infra-Estrutura de Transporte e Habitação (Fitha) liberou em 2008 R$ 19 milhões, em convênios. Em cinco anos de convênio, com as prefeituras do Estado, o governo de Rondônia repassou R$ 51,4 milhões para os 52 municípios, através do Fitha.

AS CORES DO FUTURO

Confúcio Moura - Já me disseram que o futuro é negro. E se for assim tem tudo para ser maravilhoso. Porque sempre o dia de amanhã é melhor do que o de hoje. É o que se pensa e o que se diz. Alguma coisa nova amanhã será inventada. E tudo avança e se aperfeiçoa. E a gente que vive hoje, com tanta coisa nova, celular, TV de tela plana, DVD, computador, email, gravador fica meio abestado com tanta novidade.

O homem é o mesmo. Ele não muda. O sentimento, a emoção, o desejo de progredir, aventurar, dominar continua o mesmo através dos tempos. E todo mundo acha que está certo. O mais cruel bandido acha que está certo. E a gente estuda e pensa que sabe muito. E se gruda no livro e lê isto e aquilo. Decora alguma coisa. E depois esquece quase tudo. Mesmo assim acha que sabe muito. Criar mesmo alguma coisa prática e proveitosa pouca gente cria. Pensar diferente do outro pouca gente pensa. E de vez em quando surge um ser especial que discorda. E escreve tudo diferente. E todo mundo se vira contra ele. Mais tarde se transforma em gênio.

Viaje no tempo, meu irmão. Vá de jatinho ao Egito antigo, a Roma, a Grécia - quando você perceber que irá morrer de velho e não dará conta de entender o que escreveram os imperadores, os filósofos gregos, os sábios egípcios, pobre de você, do euzinho aí, que se acha o tal e verá que não passa de uma minhoca humana. Basta dar uma olhadinha nas pirâmides egípcias. Basta reparar o sistema de irrigação que eles usavam antes de Cristo às margens do Nilo. E o mais admirável é a conservação dos cadáveres dos seus faraós, as múmias, de suas belas mulheres, vaidosas, pescoçudas, invejadas. A escrita enigmática e misteriosa (hieróglifos) e arte expressa na teoria da frontalidade.

E aí meu caro, o que acha da sua sabedoria extraordinária e contemporânea? Do seu belo celular multifuncional, do seu carrão digital, do seu cartão de crédito, das suas bugigangas chinesas que enchem a sua sala e que depois quebram e somem e não fazem nenhuma falta? E você fica por aí, simplesmente copiando e colando, acha tudo isto o máximo da modernidade. Entenda que o homem continua o mesmo. Ele quer pouco e vive com o essencial. O que mais deseja é ser feliz. É viver em paz. É comer todo dia. É amar e ser amado. E mais ainda ser admirado, ao menos admirado por ser chamado pelo nome. E ser tratado com gente. Isto é o máximo.

E a cor do futuro? Bem que eu queria que ele tivesse a cor da flor do maracujá. De tênues ramas verdes, frágeis, penduradas nos aramados, nos pomares iguais, elas brotam esplendorosas e surpreendentes. Não há poema que possa dizer do seu encanto. Ou do seu mistério. E tudo se mistura ali, do roxo ao azul que se encaminha ao branco, a cúpula verde e um pedúnculo soberbo. O futuro poderia ser assim de tão belo não existir e se existisse fosse um terrível imaginário, mais ou menos fictício, assim como um paraíso, que mais tarde se tornasse verdade pura, num copo de suco agridoce, inconfundível, singelo amarelado que nos entrasse na alma e que tudo num circuito bendito voltasse a ser a flor do maracujá. Que brotassem flores com estas nos seus corações.

Por que esta inspiração de hoje? De falar de futuro e maracujá? A razão é simples, semana passada fui a Estrela de Rondônia, distrito de Presidente Médici, assistir a sétima festa do maracujá. Por lá o povo vive feliz. A base da economia é o maracujá, abacaxi, goiaba. Cerca de 600 casas num roçado do olho, maioria de alvenaria, telhas de barro, ruas asfaltadas, uma praça com fícus imensos. De tudo havia maracujá, no suco, no creme, na comida, no molho, no bolo, na torta, na pizza. Trezentos pés de maracujás bem cuidados sustentam uma família inteira. A fruta. A opção de futuro do Estado pode estar em Estrela de Rondônia. Hoje, Rondônia prospera pela força do dinheiro do PAC (programa de aceleração do crescimento), com crescimento monumental. E depois? Como será? Não mais a terra arrasada, de triste lembrança, da garimpagem do ouro no Rio Madeira. Nem os destroços do Rio Santa Cruz no Garimpo do Bom Futuro. Nem as milhares de serrarias que foram montadas e desmontadas em todas as cidades do Estado e que foram embora, cada vez mais pra longe, repetindo o mesmo cenário anterior. Ficaram os escombros.

É por isso que digo que o futuro tem cor. E para mim a cor preferida dele é o da flor do maracujá. Das trançadas moitas de açaí e da bacaba. O açaí amazônico invadiu o mundo sozinho. Sem nenhuma propaganda oficial, sem nenhum marketing prospectivo de Governo nenhum. Ele entrou nas academias na base do boca a boca. No gosto mundial pelo exótico indígena. Que tal trocar celular por bacaba? Que tal vender comida típica para mundo digital? Que tal deixar de agora em diante a floresta em pé e vender a castanha do Brasil para o mundo inteiro?

Oh! Homem genial, pós-moderno, raro, matemático, exato, lógico, quase perfeito, quem és tudo homem robotizado, para desafiar as coisas simples, evidentes, comuns, naturais, quem és tu doidivanas que não vês com teus pobres olhos de lentes de contatos as cores da flor do maracujá?

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